sexta-feira, 9 de abril de 2010
Absurdos nas Igrejas parte 4
ASSUNTO: MODISMOS: I) OS DENTES DE OURO- PARTE 2/ CORRIGINDO AS DISTORÇÕES
Texto: Jo 20.30,31
Introdução:
Continuando o assunto: “Dentes de ouro”; iremos refutar algumas distorções feitas pelos adeptos deste modismo, confrontando com o texto sagrado. Estas distorções ferem as regras de hermenêutica bíblica e não podem subsistir diante de uma análise séria dos textos que estarão em pauta.
I) Jo 14.12
O primeiro texto a ser analisado é o encontrado no Evangelho segundo João, capítulo 14, versículo 12. Leia na sua Bíblia todo capítulo 14 antes de analisarmos.
Aqueles que crêem no “milagre dos dentes de ouro”, afirmam que este faz parte das maiores obras citadas no texto em questão. Segundo eles, da forma que interpretam o texto, faríamos coisas mais espetaculares do que os milagres que Jesus fez. Citam o exemplo da sombra de Pedro que, segundo afirmam, curava os enfermos. Afirmam também coisas do tipo: “Se Jesus ressuscitou um morto, podemos ressuscitar dois de uma só vez!”.
Vejamos então:
1)Primeiramente, logo “de cara” quero dizer que não fazemos nada de nós mesmos! O próprio Jesus afirma no mesmo Evangelho segundo João que sem ele nada podemos fazer Jo 15.5. Quem opera todas as obras em nós e através de nós é o Senhor Jesus! Desta forma seria tolice achar que podemos comparar o que fazemos com o que Jesus fez; não podemos separar desta maneira, como se fossem coisas diferentes. Jesus não fez; mas sim, ele faz ainda as mesmas obras através da nossa vida! Hb 13.8
2) Em segundo lugar, quero dizer que se a interpretação, que andam dando ao texto de João 14.12, fosse correta, será que ganhar obturações de ouro seria realmente algo mais maravilhoso do que ver um morto ressuscitar? Pois foi o que Jesus fêz...!
3)Em terceiro lugar quero deixar claro que não podemos confundir os milagres (sinais) com a obra de Jesus. Os milagres faziam parte da obra de Jesus, entretanto, não era esta a obra de Jesus. O Senhor não veio ao mundo para fazer milagres e sim para buscar o que estava perdido! Lc 19.10 Os milagres são uma parte do todo, cujo fim é a salvação dos homens! Todos os milagres traziam um ensino que visava mostrar o desejo de Deus de salvar os homens; por exemplo: A cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro mostravam que Jesus era o Filho de Deus e que crendo nele, teriam a vida eterna. Jo 20.30,31.Devemos ter em mente sempre qual é a obra de Jesus. Vemos Jesus dizer isto claramente em Jo 6.26-29 ,especialmente no v29; ora, a palavra “OBRA” está relacionada com a vida eterna.Se Deus deseja a salvação dos homens, e esta somente é possível através de Jesus; logo, o Pai deseja revelar o seu Filho, para que, crendo nele, tenhamos a vida eterna. Todo Evangelho segundo João mostra claramente este princípio.
4)A expressão: “Obras maiores que estas” é mencionada anteriormente em Jo 5.20. Observando o contexto do capítulo 5 do Evangelho segundo João, percebemos que o termo “obras maiores” não se refere ao milagre em si, mas a ressurreição de Jesus que provaria quem ele era realmente; basta olhar o contexto posterior (vs 21-25).
Em outras palavras, os religiosos estavam espantados pelos sinais que Jesus fazia, especialmente, no caso citado no contexto, a cura de um paralítico. O espanto maior, entretanto, deveu-se ao fato de Jesus “quebrar o sábado”. Este sinal trazia um importante ensino: Jesus era superior ao sábado, pois ele era Deus! Os fariseus estavam com os olhos fechados e não conseguiam enxergar nos sinais a presença e a vontade de Deus (que cressem no seu Filho), então o Senhor afirma que, quando ele ressuscitasse, eles veriam uma obra maior ainda que revelaria a sua identidade divina e a conclusão da sua obra redentora.Os milagres visavam mostrar quem era Jesus, mas a sua ressurreição, indiscutivelmente, seria a maior prova de sua divindade e, conseqüentemente, da remissão dos nossos pecados.
5) Analisando o versículo 12 de João 14, observamos que: No v 8, Felipe faz uma pergunta que é respondida nos versículos seguintes. Felipe queria conhecer ao Pai, haja vista Jesus ter dito que iria para o Pai (vs1-6) e que ele próprio era o caminho. Jesus, após a sua morte, ressuscitaria e subiria ao Pai, tornando-se ao mesmo tempo o caminho para que todos chegassem a Deus.Jesus afirma que ele e o Pai eram um (v10) e que o Pai é quem realizava as obras através dele. Que obras eram estas? Todo o conjunto que era realizado por Jesus que levava o homem a salvação (o desejo de Deus). Em sua oração sacerdotal em Jo 17.4, o Senhor fala em consumar a obra da redenção através da sua morte.O Senhor afirmou que a sua obra era fazer a vontade do Pai , e a vontade dele era que nenhum se perdesse. O motivo pelo qual faríamos obras maiores está no próprio versículo 12: “Porque Jesus ia para o Pai”; ou seja, iria morrer e ressuscitar, derramando o seu Espírito Santo que habitaria em nosso coração ( Jo 14.16-18,26; 15.26; 16.7-15), a obra redentora estaria feita e nós seríamos instrumentos do Espírito para que esta obra se manifestasse a muitos homens, logo, estas obras seriam maiores, pois Jesus já teria ressuscitado, o Espírito Santo habitaria em nós e muitos ouviriam a mensagem da salvação e aceitariam. A amplitude seria maior, mas Jesus agiria em nossa vida.Resumindo: Não tem nada a ver com milagres mais fabulosos este texto. Se a obra de Deus é a salvação, tudo o que Jesus fez é parte do contexto da salvação, pois ele veio para fazer a vontade do Pai; sua encarnação, ministério, ensino, pregação, milagres, morte, ressurreição, derramar do Espírito Santo na vida do cristão e a pregação do Evangelho para a salvação daquele que crer.Obras maiores porque a subida de Jesus antecederia a descida do Espírito Santo que habitaria em nosso coração e nos capacitaria a levar a mensagem da salvação! Esta mensagem seria acompanhada dos mesmos sinais para mostrar que Jesus é o Filho de Deus e salvador do mundo!
II) Am 4.6
Passaremos agora a analisar o segundo texto:
Basta apenas ler todo o versículo para perceber que se trata de algo ridículo, relacionar este texto com os dentes de ouro. Não tem absolutamente nada a ver!
O texto fala do castigo que veio sobre Israel devido à desobediência.
III) At 13.40,41
Como no anterior, a refutação está apenas em se prestar à atenção ao contexto.
A referida obra predita pelos profetas estava declarada em Hc 1.5-11, ou seja, Judá devastado pela Babilônia! Em outras palavras, Paulo estava querendo dizer que se não aceitassem a Cristo, aquela nação seria novamente destruída! Este fato cumpriu-se no ano de 70dc. Conclusão: Não há base bíblica para os milagres das obturações de ouro. As distorções encontradas nos textos analisados na aula de hoje são exemplos clássicos de erros gritantes de hermenêutica.
Fonte: www.igrejasementedavida.com.br
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Absurdos nas Igrejas Parte 3
ASSUNTO: MODISMOS: I) O DENTE DE OURO - PARTE 1
Texto: Fp 3.17-21
Introdução:
Passaremos a estudar agora alguns modismos (manias, modas) que entram assustadoramente dentro de algumas igrejas evangélicas, para isso, antes precisamos aprender algumas definições.
Ortodoxia- Em uma definição bastante simples, podemos dizer que é a doutrina estabelecida como regra.
Ortodoxo- Aquele que anda conforme a doutrina definida. De forma alguma, um cristão ortodoxo será o mesmo que um fariseu. Um crente ortodoxo é aquele que anda conforme toda doutrina determinada na Palavra de Deus.
Moda- Maneira; costume; uso geral; fenômeno social ou cultural que consiste na mudança periódica de estilo, de caráter mais ou menos coercitivo, cuja vitalidade se explica pela necessidade de conquistar ou manter determinada posição social.
As modas são passageiras e de certa forma breves.
De acordo com as definições acima descritas podemos definir os modismos nas igrejas, da seguinte maneira:
Modismo na igreja é tudo aquilo que foge a ortodoxia cristã, sendo meramente um vento de doutrina que vem e logo passa, causando, entretanto, confusão e divisões dentro da igreja. É como uma epidemia e, portanto, estes modismos devem ser contidos.
É importante o cristão não se envolver com modismos e permanecer firme na sã doutrina(Gl 1.6-9; 3.3; Ef 4.14; Hb 13.9).
O Brasil, por estar mergulhado no misticismo, possui um terreno fértil para todo tipo de prática sobrenatural ocultista e sensacionalista; o triste é que muitos crentes querem trazer estas práticas para dentro das igrejas.
Normalmente as igrejas mais atingidas são as neopentecostais, por não possuírem boa base de ensino bíblico. Alguns pastores que até eram sérios, por medo de perderem membros em suas igrejas, abraçam estas práticas.
Agora que você conhece o que é modismo, passaremos a estudar alguns deles, começando na aula de hoje pelo assunto: “Dente de ouro”.
I) O início do fenômeno dos dentes de ouro ou “culto do garimpo”.
Este fenômeno é tipicamente brasileiro, ou seja, não nasceu em outro país; pelo menos que se tenha notícias.
Muitos pensam que os supostos dentes de ouro começaram a aparecer dentro das igrejas, o que é um engano.
O primeiro caso registrado (segundo o relatado nos livros: Evangélicos em crise, do pastor Paulo Romeiro, editora mundo cristão e; O Evangelho da nova era, do pastor Ricardo Gondim, editora Abba press) foi em um centro de macumba. Em 1º de dezembro de 1992, o jornal Diário da manhã, de Goiânia, publicou uma carta do pai-de-santo Firmino Salles de Lima, dirigida à redação do jornal, na qual ele relata que o fenômeno dos dentes de ouro apareceu primeiro na vida da mãe-de-santo Guilhermina de Moraes da Rocha, em Salvador, Bahia, em 1985. Outros adeptos alegam ter recebido depois a mesma “graça”.
Quando a moda dos dentes de ouro chegou às igrejas, o fato já havia ocorrido nos terreiros primeiramente. Não é de se estranhar?
II) A confusão
Quando o modismo chegou nas igrejas evangélicas; rapidamente se alastrou, pois infelizmente os crentes, não poucas vezes, gostam de andar guiado pelas novidades e modas; como acontece no mundo, quando um novo estilo é lançado.
Estes crentes abandonam a ortodoxia e muitos, independente do aviso dos seus pastores, são levados pela nova onda.
Muitos iam para as igrejas (inclusive pastores) portando espelhos e lanternas para ver o ouro (daí o nome: Culto do garimpo).
O fenômeno causou muita confusão e transtorno; afinal de contas era de Deus, do Diabo ou da carne?
III) Desmascarando o falso milagre
1º) Logo de início vejamos:
a- Primeiramente, somente pelo fato de um fenômeno igual ter começado no terreiro, já seria para ficar atento.
b- Em segundo lugar, Deus não é Deus de confusão! I Co 14.33
c- Em terceiro lugar faço a seguinte pergunta: Se você tivesse um amigo paralítico e ele andasse com apoio de muletas, você diria para que ele fosse à igreja que Jesus iria dar um par de muletas de ouro para ele? Você diria para uma pessoa que tivesse um olho de vidro que Jesus iria dar um olho de ouro para ele?
Deus não é Deus que faz as coisas pela metade!
Creio que o Senhor tem poder para fazer qualquer coisa, creio que ele poderia dar não apenas dentes de ouro, mas um coração todo de ouro, entretanto, todo milagre tem um propósito. No caso citado, nem ao menos são dentes de ouro e sim obturações de ouro, é como dar muletas de ouro para o paralítico ao invés das suas pernas ou coluna serem curadas!
A questão não é se Deus pode dar obturações de ouro ou não, mais a questão é para que Deus daria obturações de ouro a alguém? Mostrar o seu poder? Não seria isto um argumento superficial? Por que as obturações de ouro surgem justamente entre aqueles que acreditam em doutrinas como a da prosperidade?
Irmãos, não se trata de incredulidade e sim de ver claramente fatos que fogem do padrão bíblico ensinado por Cristo.
Os milagres visam glorificar a Deus e não são feitos para nos satisfazer ou testarmos o poder de Deus; isto é pecado! Mt 4.5-7; 12.39.
Os milagres do novo testamento revelavam o amor de Deus pelo homem e sempre ensinavam algo a respeito deste amor.
2º)O dentista evangélico Osiel Cocareli num artigo publicado na revista Ultimato afirma que, juntamente com outros colegas de profissão, examinaram vários casos e constataram que em quase todos NÃO HOUVE MILAGRE. Apenas dentre aqueles nos quais o contato com os seus dentistas particulares não pôde ser efetuado, os casos ficaram a esclarecer (não que tenha sido constatado milagre, mais sim, que não puderam ser verificados).
A mesma revista relata que durante um culto no qual 3 pessoas afirmaram ter recebido dentes de ouro, nenhum caso foi comprovado.
O trabalho de pesquisa da revista de julho de 93, pg 29, traz o seguinte resultado:
90% eram restaurações ou incrustações já preexistentes; 75%das incrustações eram de duracast (uma liga de cobre e alumínio que assume o aspecto semelhante ao ouro em coloração e brilho, no entanto, sem o valor do mesmo) e 25% eram restaurações em ouro antigas.
3º)O milagre não deve tornar aquele que orou alguém importante e não deve visar um status terrestre para aquele que o recebeu, como, por exemplo, quem tem mais dentes de ouro na boca é mais abençoado.
O exaltado sempre deverá ser o Senhor!
4º)O Inimigo também realiza falsos milagres. Leia o livro de Jó e comprovarás.
5º) Alguns falsos testemunhos que são puras fantasias, começaram a ser espalhados, tanto por parte dos adeptos, quanto por parte dos que não aceitavam tais coisas, estes, sem base bíblica, não tendo conhecimento da verdade, inventavam outras histórias para contestar os fatos, o que causava muito mais confusão.
Exemplos de falsos testemunhos:
A favor: Pessoas contam que um determinado irmão (interessante que nunca viram este irmão, ninguém sabe o seu nome, nem mesmo o endereço, telefone, de que denominação faz parte ou o lugar que congrega) foi ao dentista (ninguém sabe qual dentista, o local do consultório, seu endereço ou telefone) após receber uma obturação de ouro e o dentista, depois de examinar o referido irmão, ficou extremamente espantado. Ao ser indagado pelo irmão sobre o porquê do espanto, o dentista disse que nunca viu um ouro igual aquele na terra (será que ele era ourives também?) e que estava incrustado no ouro a imagem de uma pomba que simboliza o Espírito Santo (como se o Espírito houvesse “assinado em baixo” da obra de arte).
Segunda historinha: Certo crente, ao receber as obturações de ouro, resolveu vende-las e ao retira-las, se transformaram em pó!
Contra: Contam a mesma história, cercada de fantasias, sem as mesmas informações com relação aos participantes, entretanto, desta feita, o que o dentista viu na obturação, foi o número 666.
Estes testemunhos, como muitos outros, possuem um ar de medievalismo, parecem as histórias mentirosas contadas pela igreja Católica ou pelas benzedeiras e contadores de fábulas da roça.
Conclusão: Aprendemos na aula de hoje o que é modismo e que é importante o crente estar firmado na Palavra de Deus.
Vimos que o fenômeno dos dentes de ouro é na verdade, um tanto esquisito, e foge do propósito dos milagres encontrados na Palavra de Deus.
Na próxima postagem continuaremos este assunto refutando os seus argumentos a luz da Bíblia.
Fonte: http://www.igrejasementedavida.com.br Deus abençôe a todos e que esta matéria traga edificações aos meus leitores.
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